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Linha de Passe / Londres 2012: Post Final
Palco de consagração para atletas renomados, as Olimpíadas também costumam revelar gratas surpresas. E, em meio a feras como Michael Phelps, Usain Bolt e Chris Hoy, não faltou espaço em Londres para aqueles que, antes da competições, não figuravam entre os favoritos. Relembre na lista abaixo alguns dos personagens que não estavam entre os mais cotados e deixaram a capital inglesa com bons resultados na bagagem.
Do sertão para o pódio olímpico

Prata nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara 2011 e ouro em 2007, no Rio, Yane Marques foi sexta colocada no Mundial de pentatlo moderno de 2012 e chegou a Londres como terceira do ranking. Mas, nem assim, podia ser apontada como uma das favoritas ao pódio na delegação brasileira. Foi a última do país a pisar em solo britânico e acabou sendo a protagonista do dia derradeiro dos Jogos. A pernambucana de Afogados de Ingazeira foi sexta na natação e na esgrima, nona no hipismo e fechou a prova combinada de tiro e corrida em terceiro, garantindo o bronze, a última medalha nacional nas Olimpíadas.
Quarteto das Bahamas toma a coroa americana

A hegemonia dos Estados Unidos no revezamento 4x400m havia começado nos Jogos de Helsinque, em 1952. De lá para cá, o país havia sobrado diante dos concorrentes na prova. Nesta edição das Olimpíadas, porém, a coroa finalmente trocou de dono.Coube a Ramon Miller fazer a ultrapassagem na reta final e garantir o ouro para as Bahamas. O país caribenho cravou 2m56s72, enquanto os americanos completaram o percurso em 2m57s05. Trinidad e Tobago completou o pódio.
Desempenho histórico no boxe

O boxe brasileiro havia subido no pódio olímpico pela última vez em 1968, com Servílio de Oliveira, no peso-mosca. Em Londres, o longo jejum foi quebrado em dose tripla. Primeiro, Adriana Araújo ganhou bronze, a 100ª medalha do país na história das Olimpíadas. No masculino, Yamaguchi Falcão aumentou a conta com mais um bronze. Seu irmão mais novo, Esquiva, fez o que nenhum compatriota havia conseguido até então: chegar a uma final. Levou uma punição e perdeu a luta por um ponto, masrecebeu a prata junto com o convite para ser porta-bandeira na cerimônia de encerramento.
De desacreditados a finalistas no vôlei

O vôlei brasileiro estava desacreditado. No masculino, a geração mais vitoriosa da história havia amargado seu pior desempenho na Liga Mundial sob o comando de Bernardinho. O time feminino, mesmo vice-campeão do Grand Prix, foi questionado após duas derrotas na fase classificatória dos Jogos e só seguiu vivo com ajuda da seleção americana. Com vitórias maiúsculas nas quartas e semifinais, ambos garantiram medalhas. Os homens sofreram uma virada da Rússia e se despediram com a prata, enquanto as mulheres buscaram forças para reagir diante dos Estados Unidos e conquistar o bi – o tri de José Roberto Guimarães.
A maestrina Dani Lins

No Grand Prix, Dani Lins foi a terceira opção. Assistiu de fora da quadra às atuações de Fabíola e da recém-chegada Fernandinha. Com o corte da então levantadora do Osasco, a pernambucana carimbou o passaporte para Londres. Começou a campanha do bicampeonato olímpico como reserva, mas assumiu o posto de titular para reforçar o bloqueio. Não saiu mais. Mostrou consistência na distribuição das jogadas e sensibilidade para perceber o momento favorável das atacantes, apostando em Sheilla nos momentos decisivos das quartas contra a Rússia. Comandou a virada sobre os EUA na final, deixando sua marca também com pontos de segunda.
De coadjuvantes a protagonistas nos tatames

Enquanto os holofotes estavam virados para Leandro Guilheiro e Mayra Aguiar, líderes do ranking mundial de judô em suas respectivas categorias, três companheiros da delegação roubaram a cena. No primeiro dia, Sarah Menezes conquistou o que seria o único ouro do Brasil na modalidade. Um dos poucos que não eram cabeça de chave na competição, Felipe Kitadai conquistou o bronze. Com a mesma medalha, o peso-pesado Rafael Silva, o Baby, fechou a participação do Brasil nos tatames – Mayra também subiu no pódio como terceiro lugar.
Letões da praia

Cabeças de chave número 17, Plavins e Smedins saíram do frio da Letônia para o pódio. Primeiros colocados na mesma chave dos holandeses Nummerdor e Schuil, cotados para brigar pelo ouro, os letões voltaram a bater os favoritos na disputa da medalha de bronze. Na campanha, foram derrotados somente nas semifinais, pelos alemães Brink e Reckermann, donos do ouro olímpico masculino após superarem os brasileiros Alison e Emanuel na final.
E Thiago Pereira foi

A mãe de Thiago Pereira ficou conhecida pelos gritos de incentivo ao filho: “Vai, Thiago”, ela dizia. Nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, o apoio deu frutos, e ele se tornou o maior medalhista de ouro do país na história da competição. Em Londres, mais uma vez, o brasileiro era considerado um desafiante para Ryan Lochte e Michael Phelps, para citar só os expoentes americanos nos quatro estilos. Concentraria os esforços nos 200m medley, sua especialidade. Mas, em sua estreia no Centro Aquático, daria seu melhor nos 400m medley. E conseguiu. Superado apenas por Lochte, deixou o mito Michael Phelps sem medalha.Com a prata no peito, Thiago finalmente foi.
As meninas superpoderosas

A lituana Ruta Meilutyte (15 anos), a chinesa Shiwen Ye (16) e as americanas Missy Franklin (17) e Katie Ledecky (15) viraram o terror de adversárias mais velhas e experientes na piscina do Centro Aquático. As quatro mocinhas conquistaram ao menos uma medalha de ouro cada em Londres. Missy e Shiwen foram ainda mais longe e derrubaram recordes olímpicos e mundiais. Agora, em vez de franco-atiradoras, as meninas passam a ser referência e donas de marcas a serem batidas mundo afora.
Brasileiros vão bem na maratona

Modalidade dominada por atletas africanos, a maratona teve boa participação brasileira nos Jogos de Londres. Apesar de não terem subido no pódio, os atletas do Brasil fizeram boa prova, com destaque para Marilson Gomes do Santos, que ficou com o quinto lugar, com o tempo de 2h11m10. Os outros representantes do país tiveram desempenho acima do esperado. Paulo Roberto Paula foi oitavo colocado (2h12s17), e Frank Caldeira chegou em 13º (2h13m35). O vencedor da maratona também foi uma surpresa. Stephen Kiprotich, de Uganda, superou os favoritos quenianos e completou a prova em 2h08m01.
NOTA PUBLICADA NO GLOBOESPORTE.COM

A PARTIR DE AMANHÃ, O LINHA DE PASSE CONVENCIONAL ESTÁ DE VOLTA PARA LHE MANTER ATUALIZADO SOBRE O MUNDO DA BOLA! NOSSO ENCONTRO ESTÁ MARCADO: AMANHÃ, 14H, NO TELINHA ESPORTIVA.

Linha de Passe / Londres 2012 #18
Existe um simbolismo, desses que as Olimpíadas adoram, em uma brasileira ser a última pessoa a assegurar uma medalha nos Jogos de Londres. Quando Yane Marques se aproximou da linha final do pentatlo moderno, neste domingo, restava apenas o bronze daquela prova em disputa. Era o último ato. E a medalha foi dela, uma brasileira. É como se a edição de 2012 passasse o bastão olímpico para um novo ciclo, agora com foco no Brasil. É como se Yane deixasse seu agradecimento aos britânicos no mesmo instante em que já avisava que agora a parada está conosco. É como se ela dissesse ao mundo aquela frase tão bonita, nome de filme e inscrição de um cemitério no interior paulista: nós que aqui estamos por vós esperamos.
Dentro de quatro anos, nós que aqui estamos receberemos o universo olímpico. E esperançosos de conquistar mais do que as 17 medalhas de Londres – o recorde do país em Jogos. O último dia de competições rendeu mais dois pódios aos atletas verde-amarelos: o bronze de Yane e a prata da seleção masculina de vôlei, derrotada pela Rússia por 3 sets a 2, em uma virada assombrosa.

Foram três medalhas de ouro (Sarah Menezes, Arthur Zanetti e seleção feminina de vôlei), cinco de prata (Thiago Pereira, Alison e Emanuel, futebol masculino, Esquiva Falcão e seleção masculina de vôlei) e nove de bronze (Felipe Kitadai, Mayra Aguiar, Rafael Silva, Cesar Cielo, Adriana Araújo, Robert Scheidt e Bruno Prada, Juliana e Larissa, Yamaguchi Falcão e Yana Marques). O Brasil ficou com a 22ª colocação no quadro geral. Os Estados Unidos foram os maiores medalhistas dos Jogos, com 104 (46 de ouro), seguidos pela China, com 87 (38 douradas).

Uma sertaneja
Está lá, perdido no meio do "Grande sertão: veredas", de Guimarães Rosa: "Sertanejos, mire e veja: o sertão é uma espera enorme". Foram necessários 100 anos para que o Brasil ganhasse sua primeira medalha no pentatlo – e para que muitos descobrissem a existência do esporte, presente nos Jogos pela primeira vez em 1912. A espera enorme terminou por causa de uma sertaneja. Yane Marques nasceu em Afogados da Ingazeira, cidade de 35 mil habitantes no sertão pernambucano. Colocou sua cidade e seu esporte no mapa.
No início do dia, o pentatlo era um esporte escondido para os brasileiros. Yane, prova a prova, foi mudando isso. Sexto lugar na esgrima, sexto lugar na natação, nono lugar no hipismo. Faltava a etapa combinada, com corrida e tiro, e ela estava na liderança. A medalha passava a ser uma realidade.
Na prova final, a brasileira largou bem, foi a primeira a acertar os três tiros, mas acabou alcançada na corrida pela lituana Laura Asadauskaite. Na última volta, também foi ultrapassada pela britânica Samantha Murray. Nos metros finais, chegou a ser ameaçada pela americana Margaux Isaksen. Estava esgotada. Mas resistiu. Assim que cruzou a linha, desabou no chão. Fez lembrar outro livro, "Os sertões", de Euclides da Cunha, que diz: "O sertanejo é, antes de tudo, um forte."

Caça e caçador
Um dia foi da caça. E outro foi do caçador. No vôlei feminino, a Rússia teve seis match points contra o Brasil nas quartas de final. As meninas salvaram todos. Viraram o jogo. E ganharam o ouro duas partidas depois. O oposto aconteceu neste domingo com o vôlei masculino.
Desta vez, quem esteve com o jogo na mão foi o Brasil. A vantagem chegou a estar em 21/18. Foram dois match points para vencer o jogo por 3 sets a 0. E a Rússia empatou. Virou. Renasceu.
O quarto set já mostrou um Brasil menos equilibrado – pesou a lesão sofrida por Dante. O jogo começou a dar sinais de vitória russa. E o tie-break confirmou: 15 a 9, em uma atuação impressionante do time adversário. Dmitriy Muserskiy, de 2,18m, fez 31 pontos. Foi "imparável".
É a primeira medalha de ouro da Rússia no vôlei como país independente (depois do fim da União Soviética). O Brasil disputou sua terceira final seguida. Foi ouro em Atenas 2004 e prata em Pequim 2008.

Brasileiros vão bem na maratona
A prova mais tradicional do último dia das Olimpíadas teve bom desempenho dos brasileiros. Três figuraram entre os 13 primeiros da maratona. O melhor deles foi Marilson Gomes dos Santos, quinto colocado. O atleta chegou esgotado ao fim da prova, que ele classificou como a mais desgastante de sua vida. Precisou de 2h11m10 para completá-la.
Paulo Roberto Paula ficou com a oitava posição (2h12s17). Frank Caldeira fez o 13º melhor tempo (2h13m35). O vencedor foi Stephen Kiprotich, de Uganda, em 2h08m01. A prata e o bronze foram para os quenianos Abel Kirui (2h08m27) e Wilson Kiprotich (2h09m37).
A organização dos Jogos de Londres decidiu romper a tradição de os atletas chegarem ao Estádio Olímpico nos metros finais da prova. Desta vez, a fita foi colocada em The Mall, rua próxima ao Palácio de Buckingham. O percurso privilegiou pontos turísticos da cidade – casos de Big Ben, London Eye, Catedral de St.Paul e Tower Bridge.
O último atleta a completar a prova foi Tsepo Ramonene, do Lesoto. Ele chegou 11 minutos depois do penúltimo e quase 50 minutos após o campeão. Foi muito aplaudido pelo público e despencou no chão assim que cruzou a linha – exaurido.

As últimas medalhas
O domingo teve outras medalhas distribuídas. No ciclismo, o tcheco Jaroslav Kulhavy ficou com o ouro na disputa de moutain bike com o tempo de 1h29m07s. O suíço Nino Schurter chegou um segundo depois. O brasileiro Rubens Valeriano foi o 24º.
A França foi bicampeã no handebol masculino. Venceu a Suécia por 22 a 21. O bronze ficou com a Croácia. Na comemoração, no pódio, os vencedores imitaram o gesto tradicional de Usain Bolt – a simulação de um raio.

Mas os olhos do público olímpico estiveram voltados mesmo para o basquete. A Espanha até que complicou o jogo, mas não teve jeito de evitar novo título americano. Os Estados Unidos venceram por 107 a 100. Assim, conquistaram seu 14º ouro olímpico – uma rotina repetida a cada quatro anos, e que em 2016 vai desembarcar nos Jogos do Rio, aqueles que de certa forma começaram neste domingo, com Yane Marques recebendo uma medalha que também foi passagem de bastão.
Texto escrito por Alexandre Alliatti com perfeição na página oficial dos Jogos Olímpicos de Londres no globoesporte. com

LINHA DE PASSE #18 – TTV LONDRES 2012
OBRIGADO AOS NOSSOS LEITORES, POIS GRAÇAS AO APOIO DOS MESMOS, CONTINUAMOS INVESTINDO NA QUALIDADE E TRAZENDO PARA VOCÊS, O MELHOR DAS COBERTURAS ESPORTIVAS, NOSSOS SINCEROS AGRADECIMENTOS.
Londres despede-se dos Jogos com shows de grandes nomes da música pop britânica

Londres despede-se dos Jogos Olímpicos neste domingo com shows de grandes nomes da música pop britânica e encerra mais de duas semanas de competições esportivas.
A cerimônia de encerramento começou às 17h (hora de Brasília). A cantora Emeli Sandé cantou na abertura do encerramento. O ator Timothy Spall, vestido como o ex-primeiro ministro britânico Winston Churchill leu um trecho de A Tempestade, obra de Shakespeare.
Seguiram-se as homenagens aos grandes nomes da música britânica que já não estão entre nós, John Lennon e o Beatles além de Bee Gees e Freddie Mercury, com Queen, deram o tom no musical. David Bowie também foi lembrado.
Os organizadores prepararam ainda shows com nomes como The Who, George Michael, Jessie J, Annie Lenox, Taio Cruz, em uma apresentação intitulada Uma Sinfonia da Música Britânica.
O momento mais esperado da festa foi o retorno das Spice Girls. O quinteto se reuniu novamente para agitar a plateia do estádio olímpico de Londres. Emma Bunton, Geri Halliwell, Melanie B, Melanie C e Victoria Beckham chegaram cada uma em um táxi. Cantando um mix dos seus maiores sucessos o público foi ao delírio.
Além dos musicais, a moda também foi lembrada com a presença dos ícones fashion britânicos como Kate Moss e Naomi Campbell.
Ao fim do espetáculo, o Brasil, sede das Olimpíadas 2016, no Rio de Janeiro, já deu o tom com as apresentações de Marisa Monte, Seu Jorge e a presença da top model Alessandra Ambrósio. Marisa interpretou a Ária (Cantilena) das Bachianas Brasileiras nº 5 de Villa-Lobos.E como não poderia deixar de ser, Pelé fechou a apresentação do Brasil.
O FUXICO
Confira o quadro de medalhas oficial de Londres 2012
Bye, bye Londres! E que venha Rio 2016!
Acabou, duas semanas se foram, duas semanas de muitas alegrias e tristezas, risos e choros e muitas conquistas de muitos países. Mas Acabou Londres, agora acaba de começar Rio 2016.

O encerramento marcou a transferência definitiva para os jogos na cidade maravilhosa. Do cinza londrino ao verde e amarelo do Brasil, em 8 minutos o Brasil mostrou a que veio, mostrou o que pode fazer e o que vai fazer em 2016.
A entrega da bandeira olímpica ao prefeito da cidade carioca selou de vez a frase: “Bem Vindo Rio 2016″.
A MÚSICA DOMINA A FESTA DE ENCERRAMENTO.
Diferentemente da abertura, o que dominou a festa de encerramento foi a música, e não o teatro. Passando de bandas como ”One Direction”, “Kinks”, “Madness”, “Petshop Boys”, “Kaiser Chiefs” até chegar ao grupo máximo dos “Beatles”, a festa foi composta por música.
E ao som de “Beatles” entraram os grandes nomes da festa, os atletas. Recheados de medalhas, eles formaram juntos a bandeira da Grã-Bretanha no campo do estádio olímpico. Vários dos atletas que levaram medalhas, levantaram da platéia e se dirigiram ao campo.
A rainha não se fez presente, não a verdadeira, mas seu cover tocou a música “Bohemian Rhapsody” do grupo de Freddy Mercuri, o “Queen”, o público foi ao delírio, mas o esperado não veio, muitos queriam a projeção holográfica do ídolo no campo, mas ele veio em telões, fantástico do mesmo jeito.
Outro diferencial da abertura para o encerramento foi que o humor foi deixado de lado e os musicais foram bem mais explorados, o cineasta que organizou toda a festa, não trouxe Mr. Bean de novo, ele usou comediantes como Russell Brand e Erick Idle, que fizeram respectivamente os musicais ao som da música de ”A fantástica fábrica de chocolate” e ”Always look on the bright side of life”.
Jessie J, Taio Cruz, e a volta das Spice Girls agitaram o público com suas vozes e seus gingados.
Gingado? Ai é com o Brasil

Depois de Jessie J, juntamente com os remanescentes da banda “Queen” cantarem o clássico ”We will rock you”, veio o mais esperado por todos os brasileiros, depois da bandeira ser entregue ao prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, era a chegada a hora do Brasil fazer uma breve apresentação.

Isso começou com o gingado do gari mais famoso do Brasil e agora do mundo, ele estava dançando ao som do velho e bom samba, quando um segurança inglês o parou pedindo a saída dele, mas Sorriso insistiu e mostrou ao inglês e ao mundo a cultura do país, Marisa Monte veio ao campo mostrando “lemanjá”, e veio os índios num ritmo cultural brasileiro cantada pelo rapper BNegão. Depois a malandragem veio com o mais famoso “malandro” do Brasil, Seu Jorge, que cantou ”Nem vem que não tem”. Depois veio o calçadão de Copacabana, numa coreografia de passistas e sambistas abrindo caminho para a entrada de Pelé, para a entrada do Brasil nos jogos olímpicos.
E depois de 8 minutos brasileiros em Londres, veio o final, o apagar das 204 chamas, que representaram nessas olimpíadas cada país participantes, a fênix surgiu e se apagou juntamente com a pira olímpica, representando o renascimento do fogo, só que agora em 2016, no Rio, que é logo ali.

AGRADECEMOS A TODOS AQUELES QUE ACOMPANHARAM NOSSAS POSTAGENS DE COBERTURA DAS COMPETIÇÕES, QUEREMOS DIZER OBRIGADO PELO SEU CARINHO LEITOR, OBRIGADO POR FAZER DO TTV UM BLOG QUE VAI MUITO ALÉM DE TV. LONDRES 2012 ACABOU, MAS NOSSAS COBERTURAS CONTINUAM NO PRÓXIMO DIA 17/08 COMEÇA A NOSSA COBERTURA DOS JOGOS MUNDIAIS DE FUTEBOL FEMININO SUB-20. OBRIGADO.
Linha de Passe / Londres 2012 #17
Uma das músicas cantadas por Paul McCartney na cerimônia de abertura das Olimpíadas foi “The End”, do clássico álbum "Abbey Road", dos Beatles. É uma letra curta, mas grande o suficiente para passar a mensagem de que, no fim das contas, o amor que uma pessoa recebe é o mesmo que ela oferece. Neste sábado, quando o Brasil tanto se encantou com a vitória da seleção feminina de vôlei e tanto torceu por Esquiva Falcão, voltou à tona a ideia de esporte amador – essa expressão tão usada para designar aquelas modalidades que não têm o mesmo profissionalismo do futebol. Amador, ao pé da letra, é aquele que ama. Ou aquele que faz algo por amor. Talvez aí esteja a explicação para o bicampeonato olímpico do vôlei. E talvez aí esteja a diferença na visão de boa parte dos brasileiros sobre a prata de Esquiva e a do futebol masculino. É como se o boxeador recebesse de volta o amor que oferece ao esporte, parafraseando Paul. E os jogadores, não – embora as lágrimas deles na derrota para o México alertem que as críticas podem ser injustas.

Em uma linha imaginária que colocasse o mais extremo amadorismo de um lado e o mais completo profissionalismo do outro, Esquiva ficaria em uma ponta, e a seleção masculina de futebol em outra. Neymar e seus colegas têm tudo aquilo que falta a Esquiva. E ambos são prata – o que explica o sentimento de orgulho com o boxeador e de frustração com os jogadores. No meio do caminho entre eles, está o vôlei feminino – já muito longe da penúria do boxe amador, mas também a léguas do conforto do futebol. Para renascer nos Jogos Olímpicos, radicalizar seu jogo, passar pela Rússia do jeito que passou (salvando seis match-points) e depois bater os Estados Unidos na final, não bastaria às atletas brasileiras ter profissionalismo. Elas precisariam também de amadorismo.
- Nós fazemos isso por amor, gente. Nós amamos o vôlei – resumiu Fabi ao SporTV logo depois da conquista.
O Brasil começou o sábado com chances de ganhar mais três medalhas de ouro. Garantiu a do vôlei com vitória de 3 sets a 1 sobre as americanas. No futebol, a sina olímpica persiste depois da derrota de 2 a 1 para o México. O país continua sem jamais ter conquistado um ouro no esporte. Já no boxe, Esquiva perdeu por muito pouco. Levou 14 a 13 do japonês Ryota Murata.

Das cinzas, nasce o ouro
Há pouco mais de uma semana, soaria exagero prever que a seleção feminina de vôlei seria bicampeã olímpica. A primeira fase do Brasil não foi boa. Nos cinco jogos iniciais, foram duas derrotas. A classificação dependeu, por uma ironia do destino, dos Estados Unidos. Se as americanas perdessem para a Turquia, a equipe de José Roberto Guimarães estaria automaticamente eliminada já na etapa de classificação. Mas elas venceram. E acabaram pagando caro pelo profissionalismo. Pagaram com o título.
O Brasil renasceu das cinzas de diferentes formas. No campeonato, dada a situação na primeira fase; nas quartas de final, quando a Rússia teve a bola do jogo seis vezes; e na final, depois de um primeiro set avassalador das americanas.
O Brasil começou mal o jogo. Muito mal. Levou 25 a 11 – uma surra. Mas teve forças para reagir, vencer os três sets seguintes, ganhar o jogo, ganhar o ouro: 25/17, 25/20, 25/17. Jaqueline, gigantesca, fez 18 pontos. Hooker, a tão temida craque americana, marcou 14.
A vitória eternizou de vez o treinador da geração mais vitoriosa do vôlei feminino brasileiro. José Roberto é a primeira pessoa nascida no país a ter três medalhas de ouro. Além das duas conquistas com as mulheres, levou os homens à vitória em Barcelona 1992.

De orgulho e dor
Doeu a prata de Esquiva Falcão. Por toda a trajetória de vida dele, pelo exemplo de superação de um atleta saído da pobreza para chegar a uma final olímpica, doeu a derrota por apenas um ponto. E doeu mais ainda por saber que ela foi resultado de uma punição. O brasileiro perdeu dois pontos por, na visão da arbitragem, atrasar o combate ao abraçar o japonês repetidas vezes.
Foi uma luta muito equilibrada. Ryota Murata, com uma guarda que parecia intransponível, venceu o primeiro round por 5 a 3. O brasileiro ficou mais vivo no segundo assalto. Venceu por 5 a 4. Ficou tudo para os últimos minutos. E Esquiva foi novamente melhor, mas a punição jogou tudo pelo ralo.
Assim, os filhos de Touro Moreno voltam para o Brasil com uma prata e um bronze – o de Yamaguchi Falcão. Esquiva foi o primeiro boxeador do país a chegar a uma final olímpica. Ficou orgulhoso, mesmo com a derrota por tão pouco na final.
- Não estou triste. Entrei para a história com a prata. Estou muito feliz com meu resultado. O ouro não veio, mas a prata está valendo ouro – disse ele.

De onde mais se esperava…
Era da seleção masculina de futebol que mais se esperava um ouro, o que quase soa como contradição, já que isso jamais aconteceu. As quedas precoces de Espanha e Uruguai, concorrentes fortes, fez aumentar a convicção. Mas, de novo, não deu.
E por uma bobagem. Sabe-se lá como poderia ter sido o jogo se Rafael não tivesse passado tão mal para Sandro logo no início do duelo. Em inacreditáveis 29 segundos, o México já estava na frente. Mas restava uma partida inteira para virar. Em vão.
O Brasil foi além de não conseguir empatar: levou o segundo, por Peralta, o mesmo que havia feito o primeiro. Rafael, após dar um toque de letra quando o Brasil já afundava rumo ao vice, quase levou um cascudo de Juan, indignado com o lance do colega. E ainda teve o gol de Hulk, aos 46 minutos do segundo tempo – beirou a crueldade, por dar a esperança do 2 a 2. Oscar, no último lance da partida, quase empatou de cabeça. O quase foi aquilo que definiu quem seria ouro e quem seria prata.
Encerrada a partida, parte do elenco desabou no gramado. Os jogadores pareciam incrédulos. Neymar, sumido no jogo, ficou com o olhar perdido, tentando entender o que acontecera. Lucas chorou. E todos eles, alinhados no pódio, tiveram que ver a festa mexicana.

Até logo, Usain Bolt
O grande astro do atletismo nos Jogos Olímpicos de 2012 deu seus últimos passos em Londres neste sábado. E com vitória, como de hábito. Usain Bolt ajudou a Jamaica a se tornar bicampeã e quebrar o recorde mundial, que era dela própria, nos 4x100m. Ele foi o responsável pelos últimos metros e deu um jeito de facilitar uma disputa que era complicada contra os americanos, que ficaram com a prata. O bronze foi para Trinidad e Tobago.
Foi a sexta medalha de ouro de Bolt em Olimpíadas. Ele é bicampeão nos 100m e nos 200m, além dos dois títulos no revezamento. Em Pequim e em Londres, o cenário foi o mesmo: três disputas e três ouros para o fenômeno.

Os donos da casa também puderam comemorar. Mo Farah, já campeão nos 10.000m, ganhou neste sábado os 5.000m. Foi ovacionado pelo público. Nos 4x400m para mulheres, os Estados Unidos amenizaram a decepção do revezamento masculino e ficaram com o ouro.
Já no basquete não existe concorrência para os americanos. A seleção feminina garantiu o ouro ao vencer a França por 86 a 50. A Austrália ficou com o bronze.
No handebol, as algozes da seleção brasileira ficaram com o topo do pódio. A Noruega ganhou o ouro ao bater Montenegro por 26 a 23. É o bicampeonato olímpico das nórdicas.
O dia também foi de disputas no taekwondo. A brasileira Natália Falavigna não deu sorte. Ela foi derrotada pela sul-coreana In Jong Lee por 13 a 9 já na primeira luta. E ainda se machucou. Mesmo que fosse para a repescagem (caso sua adversária avançasse até a final), não poderia lutar, por causa da lesão na perna direita. Foi uma fratura.
O taekwondo também reservou uma das cenas mais curiosas do dia. Na categoria acima de 80 quilos, o italiano Carlo Molfetta teve que encarar um adversário 20cm maior que ele. Daba Modibo Keita, de Mali, tem 2,03m, contra 1,83m do europeu. Adivinha quem ganhou?
Sim, Molfetta. Na comemoração, ele fez o sinal de um raio, mesmo gesto de Usain Bolt após suas conquistas. Mereceu…
Texto escrito por Alexandre Alliatti com perfeição na página oficial dos Jogos Olímpicos de Londres no globoesporte. com

Agenda
Hoje é o último dia dos Jogos Olímpicos, a festa do esporte chega ao fim, mas ainda terão provas antes da cerimônia de encerramento, e tem Brasil nas disputas!
O país canarinho disputará a final do Vôlei Masculino e as seguintes modalidades: Atletismo, Ciclismo e Pentatlo Moderno.
No aspecto geral, 11 esportes encerram as atividades hoje, serão entregues as últimas 12 medalhas. A Cerimônia de Encerramento começa ás 17h.
Record, Record News, ESPN, SporTV e BandSports transmitem o evento aqui no Brasil.
Texto: Globo Esporte.
Edição e Postagem: Telinha da TV – TTV
LINHA DE PASSE #15 – TTV LONDRES 2012
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TTV Londres 2012: Quadro de Medalhas atualizado

| País | Ouro | Prata | Bronze | Total |
|---|---|---|---|---|
1º EUA |
45 | 29 | 29 | 103 |
2º China |
38 | 27 | 22 | 87 |
3º Grã-Bretanha |
29 | 16 | 19 | 64 |
4º Rússia |
24 | 25 | 33 | 82 |
5º Coreia do Sul |
13 | 8 | 7 | 28 |
6º Alemanha |
11 | 19 | 14 | 44 |
7º França |
10 | 11 | 12 | 33 |
8º Itália |
8 | 8 | 11 | 27 |
9º Hungria |
8 | 4 | 5 | 17 |
10º Austrália |
7 | 16 | 12 | 35 |
11º Japão |
7 | 14 | 17 | 38 |
12º Cazaquistão |
7 | 1 | 5 | 13 |
13º Holanda |
6 | 6 | 8 | 20 |
14º Ucrânia |
6 | 5 | 9 | 20 |
15º Cuba |
5 | 3 | 6 | 14 |
16º Nova Zelândia |
5 | 3 | 5 | 13 |
17º Irã |
4 | 5 | 3 | 12 |
18º Jamaica |
4 | 4 | 4 | 12 |
19º República Tcheca |
4 | 3 | 3 | 10 |
20º Coreia do Norte |
4 | 0 | 2 | 6 |
21º Espanha |
3 | 9 | 4 | 16 |
22º Brasil |
3 | 5 | 8 | 16 |
23º Belarus |
3 | 5 | 5 | 13 |
24º África do Sul |
3 | 2 | 1 | 6 |
25º Etiópia |
3 | 1 | 3 | 7 |
26º Romênia |
2 | 5 | 2 | 9 |
27º Quênia |
2 | 4 | 5 | 11 |
28º Dinamarca |
2 | 4 | 3 | 9 |
29º Azerbaijão |
2 | 2 | 6 | 10 |
29º Polônia |
2 | 2 | 6 | 10 |
Brasil vacila, deixa russos virarem, perde de 3 a 2 e fica com a prata no Vôlei masculino

Não deu mais uma vez, em sua segunda final olímpica o vôlei masculino do Brasil perdeu para Rússia e ficou com a prata para o nosso país.

O Brasil começou melhor, no primeiro SET foram 25×19 contra os Russos. Um jogo que parecia tranquilo, se tornou um tormento. No segundo SET o Brasil também ganhou, 25×20 e apenas um SET do Ouro nessas Olimpíadas.
Mas os Russos começaram sua reação, em um SET eletrizante, eles viraram para cima dos brasileiros e venceram o SET. O Brasil começava então a ficar nervoso, e os Russos tomaram conta da partida.
Veio o 4º SET e mais uma chance para o ouro vir para o Brasil, mas o que vimos foi diferente, o gigante de 2m e 18 cm da Rússia desabou a defesa brasileira e se tornou o destaque do jogo, Makeevka arrebentou e a Rússia levou o quarto SET por 25 à 22.
O jogo ia pro Tie-Break e, a torcida estava nervosa, foi difícil, os russos continuavam a dominar o jogo, eles abriram larga vantagem e venceram o Brasil no fim por 15 a 9.
Essa é a segunda final olímpica consecutiva do Brasil, em 2008 perdemos para os EUA e dessa vez nosso algoz foi a Rússia. Prata e um sentimento de dever não cumprido.

TTV Londres 2012: Acompanhe em tempo real – Brasil x Rússia na disputa pelo ouro olímpico no vôlei masculino

Vôlei Masculino – Brasil x Rússia / Earls Court
Começa o jogo!
1º set
BRASIL
25X19
RÚSSIA
O Brasil jogou muito bem no primeiro set. Se manteve a frente da Rússia, sempre com uma diferença considerável. A duração do set foi de 24 minutos.
2º set
BRASIL
25X20
RÚSSIA
Com tranquilidade, o Brasil toma o controle total da partida, com ataques e bloqueios espetaculares, o time vence o segundo set. A duração foi de 26 minutos.
3º set
BRASIL
27X29
RÚSSIA
Em um set muito disputado, a Rússia consegue sair na melhor no final do set. A duração foi de 34 minutos.
4º set
BRASIL
22X25
RÚSSIA
5º set
BRASIL
9X15
RÚSSIA
O Brasil perde o controle da partida, e perde o ouro.
TTV Londres 2012: Quadro de Medalhas – atualizado

QUADRO DE MEDALHAS
| País | Ouro | Prata | Bronze | Total |
|---|---|---|---|---|
1º EUA |
43 | 29 | 29 | 101 |
2º China |
38 | 27 | 22 | 87 |
3º Grã-Bretanha |
28 | 15 | 19 | 62 |
4º Rússia |
21 | 25 | 32 | 78 |
5º Coreia do Sul |
13 | 7 | 7 | 27 |
6º Alemanha |
11 | 19 | 14 | 44 |
7º França |
10 | 9 | 12 | 31 |
8º Hungria |
8 | 4 | 5 | 17 |
9º Austrália |
7 | 16 | 12 | 35 |
10º Itália |
7 | 6 | 8 | 21 |
11º Japão |
6 | 14 | 17 | 37 |
12º Holanda |
6 | 6 | 8 | 20 |
13º Cazaquistão |
6 | 0 | 4 | 10 |
14º Nova Zelândia |
5 | 3 | 5 | 13 |
15º Irã |
4 | 5 | 3 | 12 |
16º Ucrânia |
4 | 4 | 9 | 17 |
17º Jamaica |
4 | 4 | 4 | 12 |
18º Cuba |
4 | 3 | 5 | 12 |
19º Coreia do Norte |
4 | 0 | 2 | 6 |
20º Espanha |
3 | 9 | 4 | 16 |
21º Brasil |
3 | 4 | 8 | 15 |
22º Belarus |
3 | 4 | 5 | 12 |
23º República Tcheca |
3 | 3 | 3 | 9 |
24º África do Sul |
3 | 2 | 1 | 6 |
25º Etiópia |
3 | 1 | 3 | 7 |
26º Romênia |
2 | 5 | 2 | 9 |
27º Dinamarca |
2 | 4 | 3 | 9 |
28º Quênia |
2 | 3 | 4 | 9 |
29º Polônia |
2 | 2 | 6 | 10 |
30º Azerbaijão |
2 | 2 | 5 | 9 |
OLIMPÍADAS DE LONDRES: COBERTURA COMPLETA, SÓ AQUI NO TTV!



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